Deputados repercutem acusações de ex-diretor da Secretaria de Educação do Paraná envolvendo Beto Richa

Deputados estaduais repercutiram as acusações do ex-diretor da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Maurício Fanini, envolvendo o ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), na sessão da Assembleia Legislativa (Alep) desta terça-feira (5).

Fanini disse que pagou com dinheiro de propina despesas pessoais e as campanhas de Richa para a Prefeitura de Curitiba e para o Governo do Paraná, entre 2002 e 2015. O ex-diretor é réu em ações da Operação Quadro Negro, que investiga desvio de dinheiro para construção e reforma de escolas no Paraná.

As afirmações fazem parte de uma proposta de colaboração premiada feita à Procuradoria-Geral da República (PGR) em dez anexos, aos quais a RPC e o G1 tiveram acesso com exclusividade.

Durante a sessão da Alep, o deputado Anibelli Neto (PMDB), líder da oposição, disse que é preciso investigar as denúncias.

“A gente acredita e espera que a Justiça possa, o mais rápido possível, elucidar todas as delações, todas as provas, e que o povo paranaense possa, efetivamente, saber se existe culpa ou se é invenção de alguém que, para se livrar de uma situação complicada, cria fatos”, disse.

A proposta de delação também foi mencionada, na tribuna da Casa, por Nereu Moura (PMDB) e Márcio Nunes (PSD). Outros deputados comentaram o caso em entrevistas.

“As acusações são muito pesadas. Acusações que, se forem provadas, terão um fim, breve, acredito eu, com os culpados na cadeia”, disse Requião Filho (PMDB).

O deputado Tadeu Veneri (PT) afirmou que “se comprovado, isso será, talvez, uma das situações mais graves que nós já tivemos no Paraná em todos os tempos”.

Nomes da Alep

Além de Beto Richa e de pessoas que faziam parte da cúpula do governo, a proposta de delação entregue por Maurício Fanini à PGR também cita nomes da Alep, incluindo o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB).

Fanini disse que Traiano pediu R$ 500 mil a empreiteiros para a campanha de 2014, e afirmou que, de maneira intimidatória, Traiano disse “fale com o Eduardo, da Valor, e com o Denilson, da Talento, e diga para eles me arrumarem, cada um, R$ 250 mil porque eu vou ser o próximo presidente da assembleia e eles vão precisar de mim”.

O dono da empresa Valor, Eduardo Lopes de Souza, informou em delação homologada em 2017, que repassou R$ 400 mil à campanha, em dinheiro. Nesta terça-feira, Traiano negou as acusações.

“Não posso concordar com acusações levianas que colocam figuras públicas, nesse momento, sob o crivo da própria sociedade, quando não há nada de concreto. Não estou sendo investigado de uma acusação que estão fazendo e que eu já tomei as providências no dia de hoje para processá-los criminalmente”, afirmou.

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